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O que a perda de velocidade ao caminhar pode revelar sobre a saúde do idoso? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela

A velocidade da caminhada pode parecer apenas uma característica individual, mas mudanças nesse ritmo podem oferecer informações importantes sobre a saúde do idoso. Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, considera que observar a forma como uma pessoa se movimenta ajuda a perceber alterações que nem sempre aparecem em uma consulta baseada somente em exames. Uma redução progressiva da velocidade pode estar relacionada à perda de força, equilíbrio, resistência ou confiança para caminhar e, por isso, merece ser observada dentro do contexto de cada pessoa.

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Por que a velocidade da caminhada chama atenção na geriatria?

Caminhar exige a integração de diferentes sistemas do organismo. Músculos, articulações, equilíbrio, visão, coordenação motora e capacidade cardiorrespiratória precisam trabalhar conjuntamente para que o deslocamento aconteça com segurança. Quando o ritmo diminui, pode haver uma alteração em um ou mais desses componentes. Por isso, a velocidade da caminhada pode ser observada como um dos sinais relacionados à capacidade funcional do idoso.

Nem toda caminhada lenta representa um problema. Algumas pessoas naturalmente caminham em um ritmo mais tranquilo, enquanto outras podem reduzir a velocidade por causa do ambiente ou de uma limitação conhecida. A questão ganha importância quando existe uma mudança perceptível em relação ao padrão habitual. Uma redução progressiva, especialmente quando acompanhada de cansaço, insegurança ou dificuldade para realizar outras atividades, merece ser investigada.

De acordo com o Doutor Yuri Silva Portela, essa diferença entre uma característica individual e uma alteração recente é importante para a avaliação. Observar como o idoso caminhava anteriormente e como se movimenta atualmente pode oferecer informações úteis para entender mudanças na funcionalidade. A comparação ao longo do tempo ajuda a distinguir uma característica própria da pessoa de uma possível perda de capacidade que esteja começando a afetar sua rotina.

Confira com o Doutor Yuri Silva Portela o que pode estar por trás da redução da velocidade

A perda de força muscular é uma das possibilidades. Com o avanço da idade, especialmente quando existe sedentarismo, doenças crônicas ou períodos prolongados de inatividade, o organismo pode perder capacidade física. Isso pode tornar tarefas simples mais cansativas e fazer com que o idoso diminua naturalmente o ritmo. Quando essa redução começa a interferir em atividades habituais, é importante investigar quais fatores estão contribuindo para a mudança.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

A dor também pode modificar a maneira de caminhar. Problemas nas articulações, nos pés ou na coluna podem levar a passos mais curtos e cuidadosos. Alterações de visão e equilíbrio podem produzir efeito semelhante, pois a pessoa passa a se movimentar com maior cautela para evitar tropeços e quedas. A combinação desses fatores pode fazer com que o deslocamento se torne mais lento e, gradualmente, limite atividades que antes eram realizadas com facilidade.

Segundo o Doutor Yuri Silva Portela, observar esse comportamento pode ajudar a identificar que algo mudou antes mesmo de o idoso relatar uma dificuldade específica. A velocidade, nesse sentido, não deve ser analisada isoladamente, mas como parte de uma avaliação mais ampla da funcionalidade. Relacionar essa mudança a outros sinais da rotina permite compreender melhor o estado de saúde e definir quais aspectos precisam de acompanhamento.

Quando andar mais devagar merece investigação?

Uma redução progressiva ou acompanhada de outras mudanças merece atenção. Dificuldade para levantar de uma cadeira, necessidade de apoio para caminhar, cansaço excessivo ou maior insegurança ao circular podem indicar que a alteração não está restrita ao ritmo dos passos. Esses sinais podem apontar para uma mudança mais ampla na capacidade funcional e justificam uma avaliação individualizada.

Por fim, como ressalta o Doutor Yuri Silva Portela, também é importante observar se o idoso passou a evitar determinados trajetos ou atividades. Alguém que antes caminhava até uma praça, fazia compras ou visitava amigos pode começar a permanecer mais tempo em casa porque sente que se deslocar ficou difícil. Nesse caso, a mudança física pode provocar consequências sociais. A redução dos deslocamentos pode diminuir a convivência e favorecer um estilo de vida mais sedentário, ampliando o impacto da limitação inicial sobre a rotina.

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