Muitos empresários concentram esforços em vendas, expansão e novos mercados, apresenta o CEO da VM Associados, Victor Boris Santos Maciel, mas deixam em segundo plano um fator que pode definir o sucesso ou o fracasso do crescimento: a organização societária. Estruturar corretamente a relação entre sócios, ativos e operações é fundamental para proteger o patrimônio, reduzir conflitos e dar sustentação às decisões estratégicas.
Neste artigo, venha saber mais de como a estrutura de uma empresa com controle e estratégia podem fazer um crescimento saudável em todas as áreas.
Por que estrutura societária não é só um tema jurídico?
Embora muitos associem a organização societária apenas ao contrato social, ela envolve um conjunto mais amplo de definições: participação dos sócios, regras de tomada de decisão, distribuição de resultados, responsabilidades e proteção patrimonial. Esses elementos impactam diretamente a gestão financeira e a estabilidade do negócio.

Quando essas regras são pouco claras ou desatualizadas, surgem conflitos que podem travar decisões estratégicas, afastar investidores e até comprometer a continuidade da empresa. Tal como explica Victor Boris Santos Maciel, a ausência de uma estrutura societária bem definida é um dos principais fatores de instabilidade em empresas familiares e em negócios que crescem rapidamente.
Riscos de contratos sociais mal estruturados
Contratos sociais genéricos, elaborados apenas para atender exigências formais, não costumam prever situações comuns do ciclo empresarial, como entrada de novos sócios, saída de parceiros, sucessão familiar ou venda parcial do negócio. Quando esses eventos ocorrem sem regras claras, os conflitos tendem a se intensificar, evidencia Victor Boris Santos Maciel.
Esses conflitos não são apenas jurídicos, mas também financeiros. Disputas societárias podem paralisar investimentos, dificultar acesso a crédito e gerar custos elevados com litígios. Muitos desses problemas poderiam ser evitados com uma revisão periódica da estrutura societária, alinhando-a à realidade atual da empresa.
Organização societária e proteção patrimonial
Um dos objetivos centrais da organização societária é criar barreiras claras entre o patrimônio pessoal dos sócios e os riscos da atividade empresarial. Estruturas como holdings patrimoniais, por exemplo, são utilizadas para separar ativos de alto valor da operação cotidiana, reduzindo a exposição a passivos trabalhistas, fiscais e comerciais.
Essa separação não tem apenas efeito jurídico, mas também financeiro e sucessório. Ela facilita o planejamento de longo prazo, a sucessão familiar e a entrada de novos investidores, além de trazer mais clareza para a gestão de ativos.
O especialista em planejamento tributário e estratégia empresarial, Victor Boris Santos Maciel, alude ainda que a proteção patrimonial deve ser vista como parte da estratégia de continuidade do negócio. Empresas que planejam sua estrutura com antecedência conseguem atravessar períodos de instabilidade com menos impacto sobre seus ativos e sobre a própria operação.
Como a estrutura influencia decisões tributárias e financeiras?
A forma como a empresa está organizada societariamente impacta diretamente seu planejamento tributário e financeiro, ressalta Victor Boris Santos Maciel. Estruturas mal definidas podem impedir a adoção de regimes mais eficientes, dificultar reorganizações e limitar estratégias de expansão.
Por outro lado, uma organização societária bem planejada permite maior flexibilidade para ajustar operações, otimizar fluxos financeiros e reduzir riscos. Isso é especialmente relevante em momentos de crescimento acelerado, fusões, aquisições ou entrada em novos mercados.
Alinhar estrutura societária e planejamento tributário é essencial para garantir que o crescimento não venha acompanhado de aumento desproporcional de custos e exposição fiscal. Essa integração também melhora a qualidade das informações utilizadas pela gestão, fortalecendo a tomada de decisão.
Crescer exige estrutura antes de escala
A organização societária é a base sobre a qual se constrói o crescimento sustentável. Sem regras claras, proteção patrimonial e alinhamento entre sócios, qualquer expansão tende a amplificar riscos já existentes, tornando o negócio mais vulnerável a conflitos e instabilidades.
Em suma, com uma abordagem estratégica, como a defendida por Victor Boris Santos Maciel, a estrutura societária deixa de ser apenas um requisito formal e passa a ser um instrumento de governança, eficiência e proteção. Para empresas que desejam crescer com segurança, revisar e fortalecer essa base é um passo indispensável e que gera impactos positivos em todas as áreas do negócio.
Autor: Schmidt Becker




