Para o entendedor Luciano Colicchio Fernandes, o setor esportivo passa por uma transformação profunda. Durante muito tempo, os modelos de negócios estiveram concentrados em competições, patrocínios tradicionais, venda de ingressos e direitos de transmissão. No entanto, mudanças no comportamento do consumidor, avanços tecnológicos e novas demandas sociais impulsionaram o surgimento de modelos mais diversificados, flexíveis e orientados à experiência.
Hoje, o esporte deixou de ser apenas um espetáculo ou uma prática física para se tornar um ecossistema econômico complexo, capaz de gerar valor por meio de inovação, dados, conteúdo e serviços personalizados.
A transformação do consumo esportivo
Segundo Luciano Colicchio Fernandes, o modo como as pessoas consomem esporte mudou significativamente. O torcedor deixou de ser apenas espectador e passou a assumir um papel mais ativo, conectado e exigente. Plataformas digitais, redes sociais e serviços sob demanda ampliaram o acesso a conteúdos esportivos e criaram novas oportunidades de monetização.

Os novos modelos de negócios no setor esportivo são fortemente sustentados pela inovação, como explica Luciano Colicchio Fernandes. Ela se manifesta tanto no uso de tecnologias quanto na forma de estruturar serviços, produtos e experiências. Academias que adotam modelos híbridos, clubes que investem em plataformas próprias de conteúdo, atletas que constroem marcas pessoais e empresas que oferecem soluções digitais para performance esportiva são exemplos claros dessa mudança.
Quais são os principais novos modelos de negócios no setor esportivo?
A diversidade de soluções que vêm surgindo demonstra como o setor esportivo se tornou fértil para novos formatos de atuação. Entre os modelos mais relevantes, destacam-se:
- Plataformas digitais e streaming esportivo: serviços próprios de clubes, ligas ou atletas, oferecendo conteúdo exclusivo e assinatura recorrente.
- Experiência do torcedor como produto: monetização de experiências presenciais e digitais, como eventos, ativações interativas e programas de fidelidade.
- Treinamento e performance digital: aplicativos, plataformas online e consultorias que oferecem treinos personalizados e acompanhamento remoto.
- Economia da creator economy no esporte: atletas e influenciadores esportivos monetizando conteúdo, conhecimento e comunidades.
- Dados e análise esportiva como serviço: empresas que vendem soluções de análise de desempenho, estatísticas e inteligência esportiva.
- Esporte e bem-estar corporativo: programas esportivos voltados à saúde, produtividade e qualidade de vida em empresas.
Para Luciano Colicchio Fernandes, esses modelos demonstram que o esporte deixou de depender exclusivamente de eventos e passou a gerar valor contínuo ao longo do tempo.
Tecnologia como facilitadora de novos formatos
A tecnologia é um dos principais pilares desses novos modelos de negócios, como elucida Luciano Colicchio Fernandes. Soluções baseadas em dados, inteligência artificial, aplicativos móveis e plataformas em nuvem permitem escalar serviços e atingir públicos antes inacessíveis. Além disso, a tecnologia viabiliza a personalização em larga escala. O consumidor esportivo atual valoriza experiências sob medida, seja no treino, no conteúdo ou na forma de interação com marcas e atletas.
Outro fator que influencia os novos modelos de negócios no setor esportivo é a valorização do propósito, como ressalta Luciano Colicchio Fernandes. Consumidores e parceiros buscam marcas alinhadas a valores como sustentabilidade, inclusão e impacto social. Projetos esportivos com foco em educação, saúde, diversidade e responsabilidade ambiental ganham espaço e atraem investimentos. Esses modelos evidenciam ser possível gerar retorno financeiro ao mesmo tempo, em que se promove transformação social, fortalecendo a imagem e a relevância das organizações esportivas.
Um setor esportivo mais dinâmico e conectado
Conclui-se assim, que os novos modelos de negócios no setor esportivo refletem um mercado mais dinâmico, tecnológico e orientado à experiência, conforme indica Luciano Colicchio Fernandes. O esporte se posiciona como uma plataforma de serviços, conteúdo, bem-estar e relacionamento, indo muito além da competição em si. Organizações, profissionais e empreendedores que compreendem essa transformação e investem em inovação estratégica tendem a construir modelos mais sustentáveis, resilientes e alinhados às expectativas do público contemporâneo.
Autor: Schmidt Becker




