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DF antecipa calendário de plantio da soja para conter avanço da ferrugem-asiática

O Governo do Distrito Federal antecipou, em caráter excepcional, o início do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027. Com a mudança, os produtores poderão começar o plantio em 20 de setembro de 2026, em vez de 1º de outubro, como previa o calendário original. O período autorizado vai até 2 de janeiro de 2027.

A decisão foi formalizada pela Portaria nº 351, de 22 de setembro de 2026, da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). O ato foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal em 25 de setembro, conforme registro do Diário Oficial do Distrito Federal.

A autorização vale exclusivamente para a safra 2026/2027. Portanto, a antecipação não altera de forma permanente o calendário dos próximos ciclos agrícolas. A medida estabelece uma exceção para compatibilizar o período de plantio com as condições de produção no território, mantendo as ações de prevenção e controle da ferrugem-asiática da soja.

O que muda para os produtores de soja

Na prática, os agricultores do Distrito Federal poderão iniciar a semeadura a partir de 20 de setembro. Quem optar por plantar entre 20 e 30 de setembro, antes do início do período tradicional em outubro, estará sujeito a obrigações específicas previstas na portaria.

Entre as exigências estão a declaração e o registro das áreas cultivadas, além da comunicação das informações aos órgãos responsáveis. Os produtores também deverão manter o monitoramento fitossanitário das lavouras, medida necessária para acompanhar a ocorrência de doenças e permitir uma resposta adequada caso sejam identificados sinais de infestação.

O cumprimento dessas regras é especialmente relevante para as áreas plantadas durante o intervalo excepcional. A antecipação não representa a dispensa dos procedimentos de controle sanitário. Ao contrário, a portaria vincula o plantio antecipado à adoção das medidas de acompanhamento determinadas para a safra.

Por que o calendário foi antecipado

A mudança busca adequar o calendário agrícola às condições de produção no Distrito Federal sem abandonar a estratégia de proteção das lavouras. A decisão ocorre no contexto das ações de prevenção à ferrugem-asiática, uma doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, capaz de afetar o desenvolvimento das plantas e reduzir o potencial produtivo da soja.

O controle da doença depende de medidas fitossanitárias e do acompanhamento das áreas cultivadas. Como explica a Agência Brasília, o vazio sanitário integra as estratégias utilizadas para reduzir a presença do fungo no ambiente rural.

Durante o vazio sanitário, a ausência de plantas vivas de soja dificulta a sobrevivência e a multiplicação do agente causador da doença. Por isso, a definição de datas para o plantio e a exigência de monitoramento são instrumentos importantes para reduzir os riscos fitossanitários nas lavouras do DF.

Datas da safra 2026/2027

O calendário excepcional definido pela Seagri-DF começa em 20 de setembro de 2026 e termina em 2 de janeiro de 2027. O primeiro intervalo, entre 20 e 30 de setembro, corresponde ao período de antecipação e exige atenção adicional dos agricultores quanto à declaração, ao registro, à comunicação das áreas e ao monitoramento.

A partir de 1º de outubro, começa o período que estava previsto no calendário original. Mesmo assim, o prazo final de 2 de janeiro de 2027 deve ser observado por todos os produtores que participarem da safra. As regras foram estabelecidas especificamente para o ciclo 2026/2027.

Com a publicação da portaria, a orientação para os produtores é verificar as exigências aplicáveis às áreas cultivadas e manter atualizados os registros e as comunicações previstos. A observância dessas etapas permite que a Seagri-DF acompanhe a produção e fortaleça as ações de defesa sanitária vegetal no Distrito Federal.

Medida é temporária

A Portaria nº 351 deixa claro que a antecipação tem caráter excepcional e temporário. Isso significa que a autorização para começar o plantio em 20 de setembro não deve ser interpretada como uma mudança definitiva no calendário de semeadura da soja no DF.

Para os agricultores, o principal efeito da decisão é a possibilidade de iniciar a implantação das lavouras antes de outubro, desde que sejam cumpridas as obrigações estabelecidas. Para a defesa agropecuária, a manutenção do monitoramento e dos registros busca conciliar a atividade produtiva com a prevenção da ferrugem-asiática.

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