Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, atua em um contexto em que segurança do paciente e informação qualificada se tornaram diferenciais essenciais na cirurgia plástica. Entre os temas que mais geram dúvidas e controvérsias está o uso do PMMA, o polimetilmetacrilato, especialmente em procedimentos estéticos. Apesar de sua presença recorrente em debates e redes sociais, o material carrega um histórico de alertas institucionais, complicações descritas na literatura e posicionamentos contrários ao seu uso com finalidade estética.
Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o PMMA, em quais situações ele é autorizado, por que há preocupação crescente entre entidades médicas e órgãos regulatórios, quais riscos estão associados ao seu uso estético e quais critérios devem orientar decisões mais seguras para o paciente.
O que é o PMMA e qual é a sua indicação original?
O PMMA é um biomaterial sintético desenvolvido para aplicações médicas específicas, como correções estruturais e preenchimentos de caráter reparador. Sua principal característica é ser um material permanente, que não é absorvido pelo organismo. Essa permanência, que em determinados contextos corretivos pode ser desejável, torna-se um fator crítico quando aplicada a procedimentos estéticos.

Na estética, a irreversibilidade do PMMA representa um desafio importante, informa Milton Seigi Hayashi, isso porque, diferentemente de preenchedores temporários, eventuais complicações não podem ser facilmente revertidas. Isso exige extrema cautela na indicação e reforça a necessidade de compreender claramente o limite entre uso autorizado e uso inadequado.
Por que o uso estético do PMMA gera tanta controvérsia?
A controvérsia em torno do PMMA decorre principalmente do descompasso entre sua indicação original e a forma como passou a ser utilizado em procedimentos estéticos. Relatos de complicações tardias, reações inflamatórias crônicas e deformidades motivaram alertas institucionais e revisões críticas na literatura médica.
Hayashi elucida ainda que o uso estético muitas vezes ocorre fora de protocolos claros, com variações na técnica, no volume aplicado e até na procedência do produto. Esse cenário aumenta a imprevisibilidade dos resultados e expõe o paciente a riscos que podem surgir anos após o procedimento, dificultando o tratamento e o acompanhamento.
Quais riscos estão associados ao uso de PMMA em estética?
Os riscos associados ao PMMA incluem inflamação persistente, formação de nódulos, migração do material, infecção e alterações estéticas de difícil correção. Um dos aspectos mais preocupantes é o caráter tardio de muitas complicações, que podem se manifestar muito tempo após a aplicação inicial.
Outro ponto relevante é a dificuldade de tratamento dessas complicações. Por ser um material permanente, a remoção do PMMA costuma ser complexa e nem sempre resulta em resolução completa do problema. Para o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, esse fator pesa significativamente na avaliação de risco-benefício do uso estético do material.
Qual é o posicionamento de entidades médicas e órgãos regulatórios?
Entidades médicas e órgãos regulatórios têm reforçado posicionamentos contrários ao uso estético do PMMA, frisa Hayashi. Alertas públicos destacam que o material não deve ser utilizado como preenchedor estético, justamente pelos riscos associados e pela ausência de benefícios proporcionais quando comparado a alternativas mais seguras.
Pedidos formais de proibição do uso estético do PMMA refletem a preocupação com a proteção do paciente. Esses posicionamentos não buscam limitar a inovação, mas estabelecer limites claros para evitar danos previsíveis e de difícil manejo. O consenso institucional reforça que a segurança deve prevalecer sobre modismos.
Como o paciente pode tomar decisões mais seguras sobre preenchimentos?
Decisões seguras começam com informação clara e consulta qualificada. O paciente deve compreender qual material será utilizado, se ele é temporário ou permanente, quais riscos estão associados e quais alternativas existem. Questionar indicações e entender limites é parte fundamental do processo.
O futuro da cirurgia plástica caminha para abordagens cada vez mais seguras, baseadas em evidência científica e previsibilidade. Nesse contexto, o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi reforça que o papel do cirurgião é orientar com responsabilidade, ajudando o paciente a evitar escolhas que possam comprometer sua saúde e bem-estar no longo prazo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez





