Órgãos públicos e instituições de apoio começaram a estruturar uma atuação conjunta para aprimorar as buscas e o atendimento às famílias de pessoas desaparecidas no Distrito Federal. A primeira reunião da Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas (Ridesap) ocorreu em 21 de setembro de 2026, no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob).
O encontro reuniu representantes de áreas como segurança pública, saúde, assistência social e Justiça. A proposta é integrar informações, definir fluxos de atendimento e fortalecer as estratégias de busca, localização e identificação de pessoas desaparecidas, além de oferecer uma resposta mais organizada aos familiares.
De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a reunião também discutiu o cenário dos desaparecimentos no DF e os próximos passos para a implantação da rede. A divulgação do encontro foi feita pelo órgão em 25 de setembro.
Quais órgãos participam da Ridesap
A rede envolve a Polícia Civil do Distrito Federal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Saúde, a Secretaria de Justiça e Cidadania e a Secretaria de Desenvolvimento Social. Também participam o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, o MPDFT e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
A reunião no Ciob representa uma etapa de articulação entre instituições que já atuam em diferentes momentos dos casos de desaparecimento. A integração pretende reduzir desencontros de informação e estabelecer procedimentos comuns para que a comunicação com as famílias e as ações de busca sejam conduzidas de maneira coordenada.
A Ridesap está prevista na política distrital criada pelo Decreto nº 47.653, de 2 de setembro de 2025. Conforme o texto disponível no Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal, a política estabelece diretrizes de prevenção, busca, localização, identificação, proteção e assistência a pessoas desaparecidas e seus familiares.
Registro deve ser feito imediatamente
Em uma situação de desaparecimento, a orientação oficial é registrar a ocorrência assim que houver uma mudança relevante na rotina da pessoa. Não é necessário esperar 24 horas para procurar as autoridades. O registro deve ser feito na delegacia mais próxima, conforme as orientações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
A recomendação busca evitar a perda de tempo em uma ocorrência que pode exigir a atuação rápida de diferentes órgãos. No momento do registro, familiares e responsáveis devem fornecer as informações disponíveis para ajudar na identificação e na localização da pessoa, seguindo as orientações recebidas das autoridades.
A Agência Brasília também reúne orientações sobre como agir e quais condutas devem ser evitadas em casos de desaparecimento. A comunicação imediata permite que as informações sejam encaminhadas pelos canais oficiais e consideradas nas providências adotadas pelos órgãos responsáveis.
Integração busca melhorar atendimento às famílias
Além de aprimorar as buscas, a proposta da Ridesap inclui uma dimensão de atendimento humanizado. Famílias de pessoas desaparecidas podem precisar de informações, orientação e apoio de diferentes serviços públicos durante a ocorrência. A participação das áreas de saúde, assistência social e Justiça amplia a possibilidade de encaminhamentos conforme cada situação.
O decreto que criou a política distrital também prevê a cooperação entre órgãos públicos e a criação de canais de acesso rápido a informações sobre os casos. A organização desses fluxos é um dos pontos tratados na estruturação da rede, que ainda terá novos passos para definir como as instituições vão atuar de forma integrada no Distrito Federal.
Para os moradores de Brasília e das regiões administrativas, a principal orientação permanece sendo procurar imediatamente a delegacia mais próxima diante de um desaparecimento. O registro oficial fornece às autoridades as informações necessárias para iniciar os procedimentos de busca e permite que o caso seja inserido na atuação dos órgãos competentes.





